segunda-feira, 30 de abril de 2012

Me despi!


Um texto que exprime toda as ideias e emoções que tem movido os meus pensamentos atualmente. Essa "libertação" tem sido muito importante para eu me localizar no mundo, mas sem ferir meus desejos....

Quando percebi que eu não cabia mais dentro de mim, eu me despi. Tirei todos os santos, demônios, batinas e tridentes. Tirei toda a benção, toda a maldição. Tirei a ideia de morar no céu e temer o inferno. Coloquei meus pés na terra fofa, é aqui que eu vivo. Entendi com o que devo sonhar, descobri o que devo temer algo concreto e não uma ideia pessimista de um fanático religioso, virgem ainda por cima!

Abri meu corpo para o prazer carnal, libertei minha mente com o prazer alucinógeno. Passei a lamber jasmins e cheirar maçãs, cassei agentes penitenciários e libertei borboletas. Tive ideias tão evoluídas que não fui ouvida, tive ideias tão emocionantes que não fui seguida. Tive um contra tempo com as leis, com a moral e com os bons costumes.

Pude ser Monalisa, pude ser Chica da Silva, pude ser Trotsky, sou Sepe Tiaraju. Não posso ser nunca, o opressor. Para Latuff sou Angela Davis, para o Franco sou a Nega Árvore, para meus pais sou um problema.

Estou determinada a ter ideia fixas descartáveis, tal como casca de banana que é fixa até o momento em que a descascamos e jogamos fora.
Passei a me apaixonar todos os dias por pessoas diferentes, passei  a amar enlouquecidamente a ideia de amar. Passe a sentir falta do futuro, esqueci a cronologia do passado, vivo o presente com o entusiasmo de uma recém-nascida.

Acordei para cuspir, mijar, peidar, cagar e gozar (gozar muito), sou humana, não mulher.



Sugestão artística: http://www.rogeriofernandes.com.br/novo/

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Gente


Sabe quel é o problema? Eu só conheci gente comum na minha vida. Gente comum, gente comum... Gente comum.
Gente sem gosto, sem cara, sem expressa. Gente que só exala aroma de rosa, gente chata que enjoa.
Gente preocupada com o próprio nariz, com o próprio corpo.
Gente que alimenta o próprio desgosto.
Gente amarga, que sorri com as conquistas pessoais, gente que não chora pelos outro. Gente que vive a vida de maneira tão cuidadosa, tão limitada, que o futuro é previsível, que as reclamações são automáticas, os sentimentos e as ideias já estão formadas.
Gente taylorista, gente fordista, gente fudida, gente que não sente dor, só reproduz uma ideia pré-concebida da sensação, gente que fala o que não pensa porque não sabe pensar.
Gente que quer que eu nade com a maré, gente que não se desafia, gente que não bate de frente, gente que só segue.
Gente que não planta, que só arranca.
Gente com felicidade imediatista e tristeza recorrente, gente uniforme, com todos os dentes, com todos os órgãos.
Gente que enxerga o horror com alegria, gente que sabe escrever, mas não sabe agir.
Gente que nos ilude dizendo que a vida é assim, que Deus quis assim, que Jesus ensinou assim, gente incoerente e medrosa, que tem todas as respostas falsas para as nossas perguntas verdadeiras.
Gente que faz calar nosso cérebro com mentiras burguesas.

Sugestão musical: Toco, Outro Lugar

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Paciência

Paciência

Paciência, querida irmã.
Não temos o mal do século,
Sofremos de capitalismo.



Dica musical: Pixinguinha, Lamentos

quarta-feira, 25 de abril de 2012

amor


Cheia de contratempos... Vida
Mas mesmo assim estou muito animada, muito! Com o AMOR AMOR. Vi "meu" amor ontem, estava lindo, como sempre, mas o mais importante, ele estava livre.
 

Quantos sentimentos nobres
Ficam pobres em palavras.
Vamos fazer um pacto,
Não falaremos mais de amor...
Não vamos descrevê-lo , mas praticá-lo

sugestão musical: Jackie Mittoo

terça-feira, 24 de abril de 2012

Desejos


Estou com saudade de uma certa pessoa.

O que eu gostaria de dizer, mas não digo:
Hoje eu pensei em te colocar na parede, pensei em te dizer o que sinto, pensei em te beijar e pedir para ficar. Não quero mais a solidão do meu quarto. Te quero na minha cama, te quero no meu espaço, no meu peito, na minha bolsa. Eu te amo, mas não do jeito fácil, eu te amo e minhas entranhas doem, meus ossos pesam, minha boca amarga.
Não quero tirar a tua liberdade, ao contrário, eu quero que te sintas livre para me amar. Ama-me! Satisfaz tuas vontades, mas pensa em mim, eu farei/faço o mesmo. Meu corpo não é coração.

Sugestão musical: Mop Mop, Blue Soul

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Neruda, Neruda

folha - Neruda

Tu eras também uma pequena folha
que tremia no meu peito.
O vento da vida pôs-te ali.
A princípio não te vi: não soube
que ias comigo,
até que as tuas raízes
atravessaram o meu peito,
se uniram aos fios do meu sangue,
falaram pela minha boca,
floresceram comigo.


Neruda me inspirou, o resultado:

soulmos
Veja bem, amor
não vá agora,
ainda não se faz a hora de partires
Encoste-se em mim
com teu rosto suado e
teu lábio molhado.
Deixe-se pesar sobre mim
teu corpo e minha alma são uma só
Florescemos da mesma raiz,
compartilhamos o mesmo peito,
pulsamos unidos, assim como nascemos
e assim morreremos.


Dica musical: Sandra Nkaké, Fairy Tale

domingo, 22 de abril de 2012

Nova Visão

Há alguns dias, eu passei por experiências deliciosas, momentos que me fizeram repensar a minha existência. Eu acreditei por muito tempo que eu tinha um missão na terra, eu fui ensinada dessa maneira, porém eu percebi que isso limitava o poder da minha presença no mundo. Ora, se eu tenho uma missão, toda a minha história de vida vai ser em torno dela...


Recusei, recusei tudo que me foi dito; tudo pré concebido, nada novo!


Esse texto que eu vou colocar, eu escrevi para uma pessoa que tem me decepcionado desde de 2007... Dessa vez eu larguei de mão, não tem por que eu ficar me machucando ou tentando compreender as escolhas desse indivíduo.

O que me deixa triste, apreensiva, preocupada, é quantidade de pessoas assustadas com as ações não previstas, espontâneas. Existem pessoas assustadas com os próprios desejos, pessoas que se preocupam com o não controle dos instintos! Deixa eu dizer uma coisa: somo animais, antes de humanos civilizados, somos seres que podem e devem agir por instinto, pois isso faz parte da nossa natureza, não devemos tentar compreender os nossos instintos, mas sim, nossa racionalidade. Somos seres de nossa época, capitalista, consumista, heterossexual, machista, racista. Nossa racionalidade tem toda essa carga preconceituosa, algumas pessoas conseguem fugir, outras ficam para lutar, mas a maioria aceita (mesmo sem saber).
Eu tenho pena de quem não consegue avançar, tenho pena de quem tem receio, tenho pena de quem não quer ser conquistado, não quer interagir, não quer enlouquecer, sair do padrão, flutuar... Tenho pena de quem tem que manter a postura, sempre e sempre. Eu dou uma escapadinha de vez em quando, vou ao trabalho, à faculdade e volto ao meu normal alucinado, embaraçoso, estranho, irracional.
Se um dia tu quiseres, eu posso te buscar... Vamos sair por aí, surfar, dançar, beber. Vamos fazer o que temos que fazer: viver.




Sugestão de música: B Negão, Nova Visão









sábado, 21 de abril de 2012

O nascimento da Lua

Por onde começo? Do início não, é muito comum começar do início, vamos alterar um pouco a ordem vigente...

Então, com meus 22 anos, eu percebi que as letras fazem parte da minha vida, aliás, elas definem o exato momento em que eu estou passado, seja ele bom ou ruim, romântico ou sexual, divertido ou chato pra caralho. Mas o que isso tem de especial? Bom, tudo! Eu defino o que é ou não especial para mim, sacas?

Ah, eu gosto de escrever, mas isso não significa que eu sei pontuar o que eu escrevo...
Por favor me dêem dicas de leituras, eu venho buscando novas sensações litarárias...

Aqui vai então uma pequena obra, singela, eu não tento parecer muito inteligente, escrevo o que não está calando em minha mente.



Mudar as palavras
Não sei mudar as palavras,
Não sou poetisa de mudar as letras,
Seus significados e sons.
Sou poetisa que escreve o concreto,
Que descreve o incorreto, o belo, o dia.
Não mudo as palavras, não as calo,
Deixo as falar como quiserem.
Não inverto as palavras, elas se enveredam na minha cabeça,
Se enosam no meu Black Power,
Fluem pela minha língua presa.
Eu não modifico as palavras, elas têm suas próprias modas,
Seu estilo rebuscado, romântico, prolixo;
Vestem seus significados, calçam seus acentos na cabeça,
Saem para embalar nenês, vovós e gurias apaixonadas.
Eu não sei mudar as palavras,
Mas elas sabem fazer mudanças em mim.




Eu já tive blog e flog, hahaha....  Nada como ter 15 anos... Nada como amadurecer um pouco. Esse blog é mais um relato de todas as utilidades quem tem passado pela minha cabeça, e também um relato de como eu estou interagindo com o mundo. Talvez sejam poemas, textos, passagens que somente eu entederei, mas aí que mora a beleza, eu não entendo nada de nada, quem faz o entendimento é a própria pessoa.