terça-feira, 25 de setembro de 2012

Não é estranho?



Não consigo mais escrever.
Não algo natural, fluido.
Não algo unilateral, um solo.
Escrevo a imagem de uma alma perdida,
Há um labirinto, porém não há chão.
São conexões, novelos de lã.
São memórias.
E uma dor simbiótica.
Não te vejo mais e
Cada dia tua voz está mais alta em meus ouvidos.
Não é estranho?
Teu caos ainda me acalma.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Mais uma de abando, solidão, tristeza, confusão, saudade, dor de cotovelo, vícios... E o que isso tem a ver com estar amando.


Ontem eu acordei miséria:
Cheirava a fumaça de cigarro barato.
Anteontem adormeci escravidão:
Tinha os pés descalços  e sujos de areia de outros caminhos.
Agora eu estou Ice Berg:
Apenas transparece o essencial de mim (será?).
Dormirei rivotril:
Para insônia.

sugestão literária: Kafka, A metamorfose