Eu descobri que sou exatamente assim: carrego no peito o calor ardente
do sol nos sentimentos envolvente, tropicalientes. No olhar transmito a
atmosfera fria das manhã de agosto, na demora para levantar da cama, calafrios.
Tornei-me policlimática, estava acostumada a somente amar, sentia
prazer no amor, somente. Ou quando com raiva, adorava ser mesquinha e cruel...
Em uma noite de chuva insistente eu me descobri; enovelada em teus
braços, meu cabelo indomável entre teu queixo e teu nariz... Me descobri
confusa, com medo, com frio, amando. Eu tinha tudo dentro de mim, todas as
virtudes do universo, todos os receios de uma pequena larva.
Agora eu estou aqui (vivendo esse momento lindo...), te amo, mas tenho
medo da tua distância, raiva da tua demora, alegria pela tua liberdade, empatia
pelos teus gostos. Não existem palavras, sentimentos, sensações... Penso que
não seríamos tão simplistas e limitados a ponto de achar que tudo é
cientificamente explicável, que toda matéria é átomo e que todo morto está no
céu.
Sugestão musical: Dave Hamilton
Conforto
ResponderExcluirConcordo
Discordo
Acordo no infinito limitado de te amar...