terça-feira, 19 de junho de 2012

Nesse clima subtropical, com estações bem definidas.

Eu descobri que sou exatamente assim: carrego no peito o calor ardente do sol nos sentimentos envolvente, tropicalientes. No olhar transmito a atmosfera fria das manhã de agosto, na demora para levantar da cama, calafrios.
Tornei-me policlimática, estava acostumada a somente amar, sentia prazer no amor, somente. Ou quando com raiva, adorava ser mesquinha e cruel...
Em uma noite de chuva insistente eu me descobri; enovelada em teus braços, meu cabelo indomável entre teu queixo e teu nariz... Me descobri confusa, com medo, com frio, amando. Eu tinha tudo dentro de mim, todas as virtudes do universo, todos os receios de uma pequena larva.
Agora eu estou aqui (vivendo esse momento lindo...), te amo, mas tenho medo da tua distância, raiva da tua demora, alegria pela tua liberdade, empatia pelos teus gostos. Não existem palavras, sentimentos, sensações... Penso que não seríamos tão simplistas e limitados a ponto de achar que tudo é cientificamente explicável, que toda matéria é átomo e que todo morto está no céu.

Sugestão musical: Dave Hamilton

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