quarta-feira, 6 de junho de 2012

Rastaman


Essa noite eu sonhei com um Rastaman.

Ele trazia consigo um cajado dourado e um livro com capa de couro aberto, ele possuía toda a sabedoria do universo, tinha os olhos negros vivos, límpidos.

Viera do futuro nos dizer, nos dizer que tínhamos o poder em nossas mãos, de modificar. Passado, um dia foi presente. Presente será passado um dia. Temos que assumir nossas responsabilidades, somos os causadores dos males, somos a peste que mata nossos irmãos e irmãs, somos um universo sem sol.

Somos humanos desumanizados, sem palavra, sem intelecto, sem compaixão... Nossos filhos serão fruto do ódio e do dinheiro, serão espectros que nos matarão se não os dermos nosso sangue, serão bebês inocentes que chorarão noites e dias pedindo, em vão, por comida e AMOR.

O Rastaman me disse que será meu neto, que eu morrerei sem conhecê-lo, disse que minha alma estará liberta quando chegar a hora, que hoje, eu ainda teria que viver, trabalhar e correr, surtar e chorar. Mas no futuro, todo o esforço será visível e não terá sido em vão.

A Revolução Socialista triunfará! Porém o longo caminho até a sociedade ideal terá turbulências, guerras e raiva. Individualistas se esquecerão do indivíduo ao lado, pensará em si, em salvar suas riquezas, seu ouro, prata e diamante. Tentarão comprar os oceanos, as ilhas, os terremotos e tsunamis. Os dominadores tentarão nos matar com gripes, hepatites e câncer, mas nós resistiremos!

No final do sonho o Rastaman disse: “Olhem para a mãe, está em chamas, ela clama por nosso nome, em teu nome. Em nome dos filhos que a fazem sofrer, que a fazem sucumbir”.

Acordei, chorei.


Sugestão musical: Steel Pulse, back to my roots

Um comentário:

  1. Meu nome
    Orgulho e clamor
    Remonta o meu ser
    Trás atona as chamas da ilusão
    Enleia o ideal de viver e amar.

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