Estou mais preta do que nunca.
Finalmente compreendi a minha razão:
Lutar, guerrear, brigar!
Sou negra, represento a resistência de vários povos,
Subjulgados por suas peles e cabelos;
Por seus ritos e suas fés.
Não me curvo ante sua bíblia,
Repudio sua palavra.
Se ontem lutei contra as correntes físicas,
Hoje combato as correntes mentais,
Tão pesadas quanto a escuridão das senzalas.
Minha mãe, não serei serva, serei rainha de meu desatino.
Caminharei por terras secas,
As levarei os ventos primaveris da Síria,
Fertilizarei os solos com o sangue palestino.
Daí brotará um admirável novo mundo,
Com a verdadeira pax, com arroz e feijão nas mesas,
De poucas necessidades, de muitas alegrias operárias.
sugestão musical: Criolo, Vem comigo
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